USDT → Pix

Um POST e um GET: como um Pix sai de um saldo em stablecoin

Hodle2 min de leitura

Quem integra pagamentos costuma esperar que "pagar um Pix com stablecoin" seja uma sequência longa: aprovar token, estimar gás, esperar confirmação, converter, só então disparar o Pix. Na API da Hodle isso é um POST e um GET.

Este texto descreve o caminho inteiro — o que a sua aplicação faz, o que acontece do outro lado, e onde ficam as decisões que valem a pena entender antes de colocar em produção.

O que a sua aplicação envia

O ponto de entrada é o payout. A chamada declara o destino Pix, o valor e o ativo que financia a operação — USDT em Polygon ou Tron, USDC em Base.

POST /api/wallet/payout

A rede não é uma integração separada: é parâmetro da mesma chamada. O mesmo código atende Polygon, Base ou Tron trocando um campo, e não uma implementação.

Onde foi parar o gás

Nas redes EVM o gás é patrocinado. Isso não é uma cortesia de marketing — é uma decisão de arquitetura que muda o que a sua aplicação precisa saber.

Sem patrocínio, todo produto que toca stablecoin herda um segundo problema de tesouraria: manter saldo da moeda nativa em cada rede, em cada carteira, e lidar com o pagamento que falha porque a carteira ficou sem MATIC. Com o gás patrocinado, a carteira do usuário só precisa do ativo que ele de fato tem.

A carteira do usuário guarda o ativo que ele quer guardar. Nada além disso.

Como você sabe que acabou

Duas formas, e elas servem a propósitos diferentes.

  • GET no payout — leitura direta do estado. Bom para uma tela que o usuário está olhando agora.
  • Webhook assinado — a mudança de estado chega até você. Bom para tudo que precisa acontecer sem ninguém olhando: baixa no pedido, e-mail, conciliação.

Os webhooks são assinados com HMAC. Verificar a assinatura não é opcional: um endpoint que aceita qualquer corpo POST é um endpoint que aceita a confirmação de um pagamento que nunca existiu.

O que fica fora do caminho

Vale dizer o que a operação não faz, porque é isso que costuma surpreender quem vem de exchange.

Não existe saldo interno intermediário esperando saque. A entrega é o passo final da própria operação, não um segundo pedido que o usuário precisa lembrar de fazer. As chaves privadas seguem sob controle exclusivo do usuário — a Hodle é software, não custodiante.

Por onde começar

A referência de endpoints está em docs.hodle.com.br, e o fluxo completo, ponta a ponta, está documentado em Stable to Pix.

Se o seu caso é o inverso — dinheiro entrando de fora do Brasil e saindo em Pix — o caminho é a invoice Lightning, e ele merece o próprio texto.

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