Glossário

Glossário de stablecoins e pagamentos

Definições curtas dos termos que aparecem quando se integra pagamentos com stablecoin no Brasil. Sem marketing, sem promessa.

A

AML

Conjunto de normas e procedimentos de prevenção à lavagem de dinheiro. Em pagamentos com criptoativos, se traduz em verificação de identidade, monitoramento de transação e comunicação de operações suspeitas.

API key

Credencial que identifica uma plataforma nas chamadas à API e define o escopo do que ela alcança. Vai nos headers da requisição.

Arbitrum

Rede de camada 2 do Ethereum. Na plataforma da Hodle, USDT e USDC circulam nela.

Auto-custódia

Arranjo em que a chave privada fica sob controle exclusivo do dono dos ativos. Nenhum terceiro consegue mover, bloquear ou recuperar o saldo.

B

Base

Rede de camada 2 do Ethereum mantida pela Coinbase. É a rede em que a Hodle opera USDC.

BOLT11

Formato padrão de invoice da Lightning Network. É a cobrança que o pagador escaneia ou cola para pagar.

BRL

Código da moeda real brasileiro. Nos trilhos da Hodle, entra e sai por Pix.

BRLA

Stablecoin lastreada em real, de emissão privada. É o real onchain que circula em redes públicas.

C

Carteira custodial

Carteira em que a plataforma guarda a chave privada e o saldo do usuário é um registro interno. É o modelo oposto à auto-custódia.

Chave Pix

Identificador que aponta para uma conta no arranjo Pix: CPF, CNPJ, e-mail, telefone ou chave aleatória.

Compliance

Aderência a leis, normas e políticas internas aplicáveis à operação. Em pagamentos, concentra-se em identificação de cliente, monitoramento e reporte.

COAF

Conselho de Controle de Atividades Financeiras, órgão brasileiro que recebe comunicações de operações suspeitas.

D

Deposit asset

Operação de entrada: converte reais em Lightning, USDT, USDC ou USDCE e entrega num endereço.

E

Extrato

Consulta que devolve saldo por ativo e a lista paginada de operações num intervalo.

F

Finalidade de liquidação

Momento em que a transferência se torna irreversível e o valor está disponível para quem recebe.

G

Gas

Taxa paga à rede blockchain para processar uma transação. Em redes EVM é cobrada na moeda nativa da rede.

Gas patrocinado

Arranjo em que quem opera a infraestrutura paga o gas da transação, e não o usuário. Nas redes EVM da Hodle, transfers e payouts têm o gas patrocinado, então o usuário só precisa ter a stablecoin.

H

HMAC

Código de autenticação de mensagem baseado em hash. É como o recebedor de um webhook confirma que o payload veio de quem diz ter vindo e não foi alterado.

I

Invoice Lightning

Cobrança emitida na Lightning Network, no formato BOLT11, com valor e prazo de validade.

K

KYB

Verificação de identidade de pessoa jurídica: quem é a empresa, quem a controla e quem responde por ela.

KYC

Verificação de identidade de pessoa física, exigida para operações de entrada e saída de valores.

L

Lei 14.478/2022

Lei brasileira que estabelece diretrizes para prestação de serviços com ativos virtuais e define o que é ativo virtual. Conhecida como marco legal dos criptoativos.

Lightning Network

Rede de pagamentos construída sobre o Bitcoin, desenhada para transferências instantâneas e de baixo custo.

Liquid

Sidechain do Bitcoin usada para emissão e transferência de ativos.

M

Marco legal dos criptoativos

Conjunto formado pela Lei 14.478/2022 e pela regulamentação infralegal que a detalha, incluindo as resoluções do Banco Central sobre prestadores de serviço de ativos virtuais.

O

Off-ramp

Caminho de saída: converter criptoativo em moeda fiduciária. No Brasil, tipicamente termina num Pix.

On-ramp

Caminho de entrada: converter moeda fiduciária em criptoativo. No Brasil, tipicamente começa num Pix.

P

Payout

Operação de saída que envia valor para um destino. Na Hodle, um payout Pix é financiado por saldo em stablecoin.

Pix

Arranjo de pagamentos instantâneos brasileiro, criado pelo Banco Central, disponível 24 horas por dia todos os dias.

Polygon

Rede compatível com EVM. É uma das redes em que a Hodle opera USDT.

protectedSymmetricKey

Chave do usuário final, obtida pela API, necessária para assinar payouts e transfers. Sem ela não há movimentação de fundos.

PSAV

Prestador de Serviços de Ativos Virtuais. É o termo em português para a categoria que a Lei 14.478/2022 regula.

R

Resolução BCB 519

Resolução do Banco Central que designa o próprio BCB como autoridade responsável por regular e supervisionar prestadores de serviço de ativos virtuais no âmbito da Lei 14.478/2022.

Resolução BCB 520

Resolução do Banco Central que estabelece requisitos de autorização, governança e obrigações operacionais para prestadores de serviço de ativos virtuais no Brasil.

Resolução BCB 521

Resolução do Banco Central que define padrões de gestão de risco, controles internos e conformidade para prestadores de serviço de ativos virtuais.

S

Spark

Rede de pagamentos construída sobre o Bitcoin, usada para transferência de ativos.

Stablecoin

Criptoativo desenhado para manter valor estável em relação a uma referência, em geral uma moeda fiduciária, por meio de lastro ou de mecanismo de ajuste.

T

Tron

Rede blockchain em que a Hodle opera USDT, ao lado de Polygon.

U

USDC

Stablecoin lastreada em dólar emitida pela Circle.

USDCE

Versão ponte da USDC em determinadas redes, distinta da emissão nativa.

USDT

Stablecoin lastreada em dólar emitida pela Tether. É a de maior circulação no Brasil.

V

VASP

Virtual Asset Service Provider, termo internacional para prestador de serviços de ativos virtuais. O equivalente em português é PSAV.

W

Webhook

Chamada HTTP que a plataforma envia ao seu servidor quando um evento acontece. Na Hodle, cobre depósito, payout e mudança de estado de KYC, com payload assinado.